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Mar 11

 

 

Carrie, a telecinética.

Onde o fogo, o controlo e a imaginação se juntam numa mistura explosiva.

 

 

O meu primeiro livro que me deixou a pensar durante dias, semanas, perturbando-me sempre que penso nele. Reli este livro cerca de 5 vezes. E basta pensar nele um bocadinho para de imediato ter toda a certeza de que nós, seres humanos, somos os animais mais cruéis e desumanos que existem.

 

Resumidamente, Carrie é uma criança, no inicio da sua adolescencia, que não teve a infância mais fácil. A mãe é devota ao cristianismo no sentido amplo e rigorosa, onde apenas o usar de uma t-shirt de manga curta pode ser dos piores pecados deste mundo.

Este crescimento fez com que esta se torna-se uma pessoa fechada, calada, e, por si, alvo fácil de bullyng por parte das suas colegas.

 

Carrie encontrava na sua habilidade de mover objectos, concentrando-se neles, fazendo-os dançar e mover-se no ar, mas até isto foi desaprovado, sendo considerado um caminho pecaminoso, pelo menos segundo sua mãe, Margaret White.

 

Mas, no famoso baile de finalistas, onde finalmente tudo seria perfeito para Carrie White, foi alvo da pior e mais humillhante partida provocado por uma invejosa colega.

Carrie utiliza a sua habilidade, num ataque de fúria inconsciente e fora de controlo, deixando de ser para descontração e encontro do conforto e calma, tornando-se uma das armas mais mortíferas da história de Chamberlain.

 

Stephen King sabe melhor que ninguém provocar ao leitor um misto de sentimentos e, mais interessante de tudo, sentimentos esses paradoxais uns aos outros; e ele provou-o logo de início com o seu primeiro grande sucesso Carrie, tendo a sua primeira edição sido lançada em 1974.

Após ler diversas vezes este livro, ainda não sei se sinto pena, horror, medo ou empatia pela Carrie White. Para mim, a melhor personagem alguma vez criada.

 

Livro divido em três partes, onde vemos uma linguagem rica, mas fácil e de leitura fluida. Dificil de parar de ler, apesar de ter apenas 212 páginas, tem tudo o que um excelente livro deve ter.

 

Intenso, aterrorizante, emocionante pouco definem este livro.

 

 

Publicado Por ChadGrey às 10:56

2 comentários:
Bem.. Não é facil definir Carrie. Por um lado causa medo pelos seus poderes estranhos e muito facilmente devastadores; por outro é impossivel nao criarmos empatia com alguem que sofre tanto na mão dos outros.
Toda a historia dela é muito perturbadora, dá que pensar!
Hei-de voltar a lê-lo ;)
O filme sobre este livro tambem esta muito bom.


@@

Amy Rose a 30 de Março de 2011 às 19:25

Carrie é, simplesmente, Carrie.
Só lendo esta obra é que se percebe o misto de sentimentos que se sente por ela. Para mim foi novidade estas sensações.
O filme também está muito bom e, apesar do ano do filme (1975 com o amador John Travolta), está muito bem retratado.
Comenta sempre ;)
Beijo @
ChadGrey a 30 de Março de 2011 às 22:53

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