06
Jun 11

 

Um novo conceito de "Survival Horror"

 

 

 

Sem dúvida!

 

 

Numa geração pobre em Survival Horror's, eis que em meados de 2008 surge, a fim de marcar presença, Dead Space. Sim, é um jogo Survival Horror / Third Person Shooter, e... não, não se passa numa cidade amaldiçoada, não temos de lidar com milhares de zombies nem temos de enfrentar uma maldição nascida numa lenda nipónica. Temos sim que ir para o Espaço durante o século 26. Confesso que perante isto, fiquei um pouco de "pé atrás" mas assim que o jogo entra na consola conto com uma...

 

Estória


Onde descobrimos o inicio daquilo que poderá ser o fim... Vestimos a pele do engenheiro Isaac Clarke* que tem como simples missão arranjar uma nave exploratória que deixou de responder. Imediatamente apercebemo-nos que a tarefa não vai ser tão fácil quanto poderíamos esperar, pois há uma maldição ou invasão (não querendo entrar em spoilers) na nave Ishimura, nave esta onde vamos passar 95% da nossa aventura. Esta nave tem um...

 

Ambiente


Ultra moderno. É rica a experiência de assistirmos à visão de quem desenvolveu o jogo, como vê uma nave espacial daqui a cinco séculos e até onde viajará a nossa espécie egocentricamente superior. Portas e elevadores modernos, casas de banhos, refeitório da tripulação, deslocação na mesma; em todo este espaço que temos o prazer de explorar cada canto tem pormenores muito interessantes e pormenorizados.

Contudo, não diria que o serviço de limpeza passou à pouco tempo pela nave e, pessoalmente, não gostaria de estar mais de dez minutos seguidos. Passageiros mortos, deixando o seu rasto de frescos ferimentos deixaram marcas na nave e outros passageiros ainda os encontramos vivos, mas a loucura consumio-lhes toda a sua sanidade mental. É por isto que o nosso apaixonado engenheiro terá de passar com uma...

 

Jogabilidade


Bastante fluida e justificada. Não somos uma personagem que é engenheiro e também cinturão negro de karaté... Somos apenas um engenheiro e é disto que os Survival Horror se têm esquecido, transformando as personagens que têm vidas ditas normais, em super heróis onde não há justificação para tal.

Reparamos de imediato que não existem o sistema tradicional HUD, pois todas as informações que precisamos de saber estão no fato do nosso herói. A sua saúde e Stasis estão nas costas do fato e munições das armas, inventário, mapa em 3D aparecem quando solicitados através do holograma que sai do peito do herói. Isto em tempo real e sem pausar o jogo, o que nos leva a pensar duas vezes antes de abrir estes Menus, pois poderemos ser atacados a qualquer momento.

Durante a nossa aventura, encontraremos vários esquemas que nos darão acesso a novos fatos, itens comuns (Health Pack, Munições, etc...) e armas, que serão sempre o mais eficaz, se bem que quando nos vemos rodeados de várias criaturas, conhecidas como Necromorphs, um ataque de corpo a corpo (murro) para os afastar é sempre uma boa ajuda. Considerei a escolha das armas e achei que estão bem colocadas, pois a maior parte das mesmas poderão ser adaptadas a trabalhos arqueológicos, que seria esse o principal objectivo da "Nave Mãe". Encontramos duas ferramentas imprescindíveis para o jogo, que são o Stasis que consiste em abrandar os objectos ou criaturas e o Kinesis que serve como apanhar objectos e arrastá-los ou atirá-los. Estas ferramentas transformam os poucos puzzles mas eficazes e conscientes num mimo. Um pouco mais raros são os Power Nodes que servem para evoluirmos o nosso nível de saúde, StasisKinesis, e armas. Ficamos contentes ao encontrarmos um, pois são raros e na loja custam 10.000 créditos (muito dinheiro). Para os amantes e conquistadores de...

 

Troféus ou Achievements


 

 

Desde já vos digo que quem gostar do jogo, vai querer conquistar tudo, mas não terá dificuldade nenhuma. Terá de fazer pelo menos 3 playthrough, dois na mesma dificuldade para aumentar o estado de todas as armas e acessórios e um na dificuldade máxima denominada de "Impossible", que de impossível não tem nada. É exactamente o mesmo número de inimigos, apenas com a diferença de que são mais resistentes e descontam mais energia assim que somos atacados. Não haverá escassez de munições nem de dinheiro. Os outros troféus ou achievements aparecem naturalmente ou têm a informação auto descritiva de como os conquistar Com isto, apresento o...

 

Veredicto


 

De que é um jogo obrigatório, tanto para os aficionados de Survival Horror como de Third Person Shooter, apesar de se forem contar com este ultimo género, o jogo pode ser limitado. É verdade que controlamos uma personagem em que no jogo inteiro, só mostra o seu sentimento numa única cena o jogo inteiro e não passa duma espécie de facepalm, mas somos constantemente invadidos pela cautela e alerta constantes. Não há momentos mortos na acção e sentimo-nos obrigados, mesmo apesar de não sermos, de explorar cada canto do cenário sempre à procura de itens, dinheiro ou mesmo para apreciar a beleza do ambiente.

 

Prós:

1. Ambiente

2. Gráficos bonitos e competentes

3. Estória inovadora e envolvente

4. É umSurvival Horror que faz o jogador dar alguns saltos de susto

 

Contras: 

1. Isaac não tem voz, o que faz dele um "pau mandado"

2. Um pouco linear

 

Isaac Clarke é nome derivado de dois escritores de ficção, nomeadamente Isaac Asimov (conhecido pelo I Robot, sendo posteriormente adaptado no cinema) e Arthur Clarke (conhecido pela obra The Sentinel que fez nascer o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço)


Publicado Por ChadGrey às 10:23

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