09
Mar 13

 

"Acima de tudo, nunca perder a esperança" - Pi Patel

 

Já conhecia a existência deste livro, mas depois de sair um filme baseado no mesmo e tendo sido nomeado para onze Óscares (dos onze ganhou quatro) confesso que me despertou ainda mais a atenção.

 

Foi pesquisar um pouco sobre o percurso do livro, desde o seu lançamento até à adaptação ao cinema. Estamos perante um livro de um grande escritor Yann Martel que já tinha publicado três livros antes de Life Of Pi, todos sem sucesso de vendas. Até no processo de venda desta obra, antes da publicação cinco editoras recusaram até que finalmente em 2001 a editora londrina Mariner Books arriscou e ganhou.

O livro caiu nas graças dos leitores, dos críticos e nas vendas. Faltava agora o próximo passo que era adaptá-lo ao cinema.

 

Segundo palavras do realizador do filme Ang Lee, o livro esteve parado nos escritorios de Hollywood durante cinco anos a espera que algum realizador pegasse nele. Ang Lee chegou a frente e fez o que até agora todos pensavam ser o impossível. Ainda não vi o filme, mas tudo indica ser mágico e espectacular. Irei vê-lo em breve.

 

Em relação ao livro, que foi publicado no nosso território em 2011, tem toda uma estrutura que desde o inicio cativará o leitor a envolver-se e sentir a narrativa que nos será contada. Começa com o que normalmente vemos no fim: com "Nota do Autor". Nesta pequena nota, Yann Martel justifica o que o levou a escrever esta obra. Este terá também a liberdade de interromper, e bem, a narração para acrescentar pequenas notas que nos ajudarão a acompanhar e a compreender o significado do que nos é contado.

 

Contando um pouco sobre a estória principal, estamos a falar dum rapaz que não foi abençoado pelo seu nome: Piscine Patel. Depressa ele habitua as pessoas a tratar apenas por Pi. Este rapaz desde cedo mostrou ser curioso, não só em relação ao jardim zoológico que os pais administravam, como em relação às religiões existentes. Apesar de crescer numa família pouco espiritual, Pi teve a necessidade de se aventurar nesse meio. Isto é um pouco da primeira parte do livro.

 

A segunda parte conta-nos sobre a migração do zoo para o Canadá. É durante esta migração que o barco se afunda e começa a verdadeira aventura espiritual, de sobrevivência e de fazer o leitor sentir toda a luta que será vivida. 

A terceira parte não falarei sobre a mesma, mas ela existe e dá o termino ao livro.

 

Já há muito tempo que não lia um livro que me trouxesse tantos sentimentos. Alegria, agonia, tristeza, desespero, ansiedade, curiosidade, compaixão, pena... Todos eles muitas vezes misturados em apenas um parágrafo.

Este livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura e também leitura orientada na sala de aula pelos alunos do 8.º ano de escolaridade, é também recomendado por mim a toda a gente que goste ou não de ler.

 

Prós:

  1. Leitura fácil e fluida, cativante e encorajadora
  2. Estória bela e mágica
  3. Personagens vivas e contagiosas

Sinopse:

 

Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família emigra para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se e Pi vê-se na imensidão do Pacífico, a bordo de um salva-vidas, acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. 


Já considerado uma das mais extraordinárias criações literárias da última década, A Vida de Pi é um livro mágico, onde o real e absurdo se misturam numa história intemporal.

 

Publicado Por ChadGrey às 15:11

8 comentários:
Eu vou definitivamente ler este livro. Especialmente depois desta review. :)
Obrigada!
carolzocas a 10 de Março de 2013 às 10:35

Olá DACAROLINA.

Tenho quase a certeza que vais gostar do livro. É mesmo obrigatório para quem gosta de ler.

Espero que gostes e que a minha review não te induza em erro!
ChadGrey a 12 de Março de 2013 às 21:06

Olá :)

Confesso que este teu comentário me deixou curiosa em relação ao livro, acho que este vou te pedir emprestado, podi sê"???

Um livro que te trouxe tantos sentimentos e por vezes muitos deles num só paragrafo... hummm ... deixou-me mesmo curiosa.

Estou quase a acabar o livro das entrevistas eheheh , por isso quando puderes e se puderes, claro, emprestas o livro?

Beijocas seu desaparecido!

V. a 20 de Março de 2013 às 16:17

Olá! O desaparecido voltou a aparecer! heheheh!!

É sem dúvida um excelente livro. E o filme também é muito bom, mas acredito que (depois de ler) o filme poderia ter muito mais pormenores.

É um livro que promete contar uma história que fará o leitor acreditar em Deus.

Vale a pena e é recomendado a toda a gente!

Beijinhos e Até amanha ;)
ChadGrey a 7 de Abril de 2013 às 22:36

Faltam-me menos de 100 pags.. para a semana acabo e já posso comentar de outra forma ;)

Estou a adorar o que se aprende sobre os animais!
Vanessa a 22 de Março de 2013 às 00:34

Gostei muito deste livro. A escrita é um pouco diferente do que tenho lido ultimamente, o que é bom para quebrar o ritmo.
É uma bonita historia de sobrevivência e de magia, fiquei encantada com os pormenores sobre os animais e adorei a ilha magica das suricatas.
Fica na imaginação de cada um qual será a verdadeira historia, a dos humanos ou dos animais o que é sem duvida um final interessante.
Apenas não gostei da forma como acabou a viagem, assim do nada chegam a uma praia.. pareceu-me um pouco a despachar e a historia merecia um fim mais elaborado.

Aconselho vivamente


Vanessa a 2 de Abril de 2013 às 23:11

Eu sabia que ias gostar de ler este livro! Muito bom mesmo e muito sensorial!!

A parte das tartarugas é brutal!!

Só é pena o filme falhar com muitos episódios interessantes que o livro nos conta.

Sim, o final até foi rápido... A maior parte do livro é no oceano, mas eu também não mudaria muito.

Beijo!!

ChadGrey a 7 de Abril de 2013 às 22:38

Post interessante, assim como o teu blogue, Coburn, acabaste de ganhar mais um seguidor e, vou, sem dúvida alguma ler o livro antes de ver o filme.
Phi a 5 de Maio de 2013 às 01:14

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