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Fev 13

 

“É preciso saber quando está terminado; poisa então o lápis ou o pincel. Tudo o mais é apenas vida”

 

Não consigo disfarçar o quanto gosto de Stephen King e todo o seu trabalho até à data.
Este é um dos seus livros mais recentes. Duma Key foi lançado nos Estados Unidos em meados de 2008 - um ano depois já se encontrava a venda nas prateleiras das nossas lojas - e após os 34 anos de carreira (na altura do lançamento do livro) este não nos consegue deixar de surpreender.


Contador de estórias nato, este desta vez faz com que Edgar Freemantle se apresente (sim, quero com isto dizer que desta vez Duma Key é-nos contada na primeira pessoa).
Até aqui este nos persegue com a sua imprevisibilidade; estaremos a ler uma estória contada por um aleijado. Pessoa já de meia idade que por força de um acidente ficou aleijada e com algumas deficiências motoras. O acidente deste empreiteiro trouxe sérias mudanças na sua vida. Divórcio, uma terapia fez com que este se muda-se para longe da sua terra e família onde conheceu seu grande e para sempre amigo Wireman. Wireman também tem a sua estória que o levou àquele local que será a nossa casa enquanto tivermos com o livro aberto.

O Senhor Edgar instala-se numa casa alugada a uma senhora velhota e “filha” de Duma Key e onde se dedica a uma antiga paixão que se revela agora ser sua única: a de pintar.


É aqui que a paixão pode se revelar ser uma das coisas mais perturbadoras e assustadoras, coisas que influenciarão, apesar de viverem bem longe, a vida da sua ex-mulher, antigos melhores amigos e das suas duas filhas.


É díficil sermos imparciais quando fazemos algo que gostamos e dedicado a algo que nos fez gostar do que gostamos. Stephen King e a sua obra foi aquela que me fez procurar ler cada vez mais livros em busca de estória e por vezes história que nos surpreenda não só por si, mas do modo que nos é
apresentada ou contada. Verdade seja também dita... Depois de ler um livro “As Cinquenta Sombras”, facilmente somos surpreendidos com qualquer coisa.


Não confundir. Este livro não é qualquer coisa. Pode até ser bastante complexo. Se por algum motivo lerem uma ou duas páginas “na diagonal”, perderão o fio à meada e se o querem compreender na integra terão que voltar atrás. 

 

Achei muito bom o formato deste livro. Dividido em duas principais partes onde numa é-nos contado todo o enredo e argumento sequencialmente e intercaladamente temos os capítulos “Como fazer um quadro” onde o leitor é posto na visão de um artista (neste caso pintor) embriagado naquilo que está a fazer. Vocês sentirão mesmo todo o cenário que isso implica.


Não verão um festival de sangue como em Carrie, nem uma mente perturbada e obcecada visto em Misery, nem um quadro ansioso por vingança como em Emily Rose; mas assistirão àquilo que os críticos chamam de thriller psicológico pesado e complexo, num ambiente fresco e claro.

 

Prós:

  1. Divisão dos capítulos
  2. Personagens
  3. Estória

Contras:

  1. É fácil perder a ordem de ideias que é proposto
  2. Nalgumas expressões a tradução é duvidosa, mas eu não conheço os textos originais

 

 

Sinopse (copiado de Fnac.pt):

 

Um terrível acidente num estaleiro faz com que Edgar Freemantle perca o braço direito e fique profundamente afectado, quer na memória, quer no espírito. Quando inicia a penosa convalescença, o sentimento que o domina é a raiva. O casamento, do qual tem duas filhas maravilhosas, chega bruscamente ao fim. Pensa no suicídio. O doutor Kamen, amigo e psicólogo, sugere uma «cura geográfica», uma vida nova num lugar distante e do negócio da construção imobiliária em que Edgar acabou por se impor a partir do nada.

 

Edgar vai viver para uma casa alugada em Duma Key, uma ilha meio selvagem e de uma beleza fascinante, ao largo da costa da Florida. O ocaso sobre o Golfo do México e o murmúrio das conchas fazem-no vibrar, e Edgar sente a necessidade de desenhar. Trava conhecimento com Wireman, um homem que, tal como ele, também sofreu muito e se mostra relutante a expor as suas feridas, e com Elizabeth Eastlake, uma senhora idosa e doente cujas origens se encontram indissoluvelmente associadas a Duma Key. Edgar pinta, por vezes arrebatadamente, e o talento que revela tem tanto de fascinante como de perigoso. Alguns dos seus quadros estão imbuídos de um poder impossível de controlar. Quando o passado de Elizabeth vem a lume e se revelam os fantasmas da sua infância, o seu poder de destruição é devastador.

 

Publicado Por ChadGrey às 02:05

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