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Out 12

 

"A mãe da minha mãe é portuguesa. A palavra portuguesa para avozinha é vóvó" - Alyshia

 

Robert Wilson, um escritor britânico actualmente a viver em Portugal, descendente de piloto bombardeiro e desde sempre que teve uma educação baseada no rigor, disciplina e bom comportamento. Talvez derivado da carreira profissional do seu pai, o seu passatempo preferido em criança era brincar às guerras. Licenciado em Língua Inglesa na Universidade de Oxford, bastante viajado, assim nasceu um excelente escritor de policiais apaixonado pelo nosso pequeno país.

 

Escritor de outras obras bastante conhecidas pelo nosso canto da Europa, tais como Último Acto Em Lisboa ou O Cego de Sevilha, entre outros, escolhi este livro (Pena Capital) como primeiro livro do escritor para ler. E li.

 

Capital Punishment foi publicado este ano pela primeira vez no Reino Unido e as Publicações Dom Quixote não perderam tempo em tratar da tradução para a nossa língua.

Ao ler, podemos contar com uma estória bastante curiosa, recheada de eventos paralelos o dinâmica...

Muito resumidamente e não fugindo muito para além da sinopse, deparamo-nos de imediato com aquela que nos vai perseguir pelas 474 páginas deste livro, a Alyshia D'Cruz que é filha de pais separados e que teve uma relação muito curiosa tanto com a mãe (Amy), como com o pai (Francisco, mais conhecido como Frank).

Esta jovem Alyshia ao sair de uma festa, apanhou um táxi, táxi esse que estava comprado e preparado para a raptar. O objectivo do rapto não é como muitos esperam, negociar resgate em troca de uma soma avantajada de dinheiro ou simplesmente a fazer de refém... Será muito para além disso. Esta será fechada numa sala onde conversará com uma voz que lhe fará perguntas e esta só tem que responder para seu conforto. Apenas isso... Com que objectivo é que terão que ler para o descobrir.

 

Como referi, este livro é muito dinâmico, pois desenrolam-se vários eventos em simultânea o que é uma vantagem, mas em contra partida podem ocorrer certas quebras na acção que não são tão desejáveis quanto isso.

Não deixa de ser um policial com um selo recomendado, tanto pela sua complexidade, como a quantidade de personagens desmembradas e carismáticas que o autor da obra se esforçou para que o leitor facilmente as identifique.

 

Prós:

  1. Complexo, mas facilmente adaptável
  2. Nova vertente em relação ao tema "rapto"
  3. dinâmico e rápido
Contras:
  1. Algumas quebras na acção
  2. Pode haver momentos onde o leitor perde o interesse de acompanhar a aventura 

Sinopse (copiada de wook.pt):

 

Alyshia D’Cruz, filha do magnata indiano Francisco «Frank» D’Cruz, cresceu entre Londres e Mumbai, num meio privilegiado. Mas uma noite, depois de uma festa com muito álcool, Alyshia entra no táxi errado... 
Charles Boxer, ex-militar e ex-polícia, encontrou a sua vocação na segurança privada. A sua especialidade: raptos e resgates. Mas é uma vida sem raízes, que não impressiona a filha adolescente, Amy, nem a mãe desta, a sargento-detetive Mercy Danquah
Quando D’Cruz contrata Boxer para encontrar Alyshia, este percebe que o complicado império empresarial de Frank lhe valeu muitos inimigos. Apesar da imensa fortuna de D’Cruz, os raptores não querem dinheiro - preferem um jogo cruel e letal. Mas o governo do Reino Unido não quer que o seu novo grande investidor perca a filha no centro da capital. Agentes do MI6 na Índia seguem as pistas de Boxer e, quando o rasto se cruza com uma conspiração terrorista em Londres, depressa se torna aparente que não é apenas a vida de Alyshia que está em causa. 
Para salvar Alyshia, Boxer tem de fintar fanáticos religiosos, mafiosos indianos e senhores do crime londrinos. Pena Capital é uma viagem arrepiante ao lado negro de pessoas e lugares que estão escondidos, à espera do momento certo para destruir uma vida.

 

Publicado Por ChadGrey às 19:13

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