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Abr 12

 

A Saga do Sangue Fresco

- Volume X -

 

 

Se há coisa que acredito que seja difícil é alimentar uma série durante dez livros. E estamos a falar de um universo de dez, lançados num período médio de 9/10 meses de intervalo. Tudo bem que uma saga é alimentada por quem a lê, quem envia inúmeros de emails e cartas para a escritora e esta faz bem questão de lembrar isso, mas o que é certo é que esta é a prova que a imaginação não tem mesmo limites. Devo lembrar que a série começou em 2004, estamos em 2012 e cá em Portugal vai no volume X, mas no país de origem eles preparam para o lançamento do volume XII.

 

Estamos a falar de uma saga que começou apenas com vampiros que se mostraram ao mundo e que agora vivem normalmente, dentro do possível, entre nós. E à medida que a saga foi crescendo, ganhando formas e vida, chegasse à conclusão de que o facto de ser um simples ser humano é que é uma anormalidade.

 

Neste décimo volume, lançado originalmente em 2010 e sob o título Dead in the Family teve direito à sua versão portuguesa um ano depois e com o título Segredos de Sangue. É curioso como todos os títulos ingleses têm a palavra "Dead" em comum e a versão portuguesa tem a palavra "Sangue". Até está giro e não fica um disparate assim tão grande. É certo que deixa de imediato de ser um título de tradução fiel ou exacta, mas também já estamos habituados.

 

A fórmula é, e como será sempre, a mesma. A estória é narrada na primeira pessoa e onde esta primeira pessoa é a funcionária de bar e com poderes psíquicos, como ouvir os pensamentos dos humanos, Sookie Stackhouse. Descobriu à pouco tempo que era descendente de uma espécie poderosa de fadas, mais concretamente dos faes.

 

Não me vou alongar muito a falar-vos deste exemplar... Sinceramente, ler este livro cansou-me um pouco, ao contrário dos outros; mas não é por isso que deixa de ter a sua relevância nas personagens da série. Todas elas estão presentes e nisso Charlaine Harris domina. Esta sabe que tem de ter sempre a Sookie presente, senão não poderá escrever sobre o que não sabe, mas mesmo assim todas as personagens, desde a Pam até à Tara tiveram espaço na trama.

 

Uma coisa é certa... Como na última Guerra dos Fae se mostrou, os portais entre o mundo deles e o nosso ficaram fechados e selados; acontece é que nem todos os faes ficaram do lado de lá e os que cá ficaram não ficaram para ver o por do Sol. Sookie, mais uma vez, terá algumas dores de cabeça e justificações para dar... Que corpos são aqueles que estão enterrados no seu quintal?!?

 

Como sempre, um livro calmo e sereno, com os seus momentos chave, mas já assistimos a situações vividas por esta personagem mais emocionantes.

 

Prós:

  1. Sookie Stackhouse promete visitar alguns(as) amigos(as) que já não visitava a algum tempo
  2. Uma mistura politica entre raças, desta vez mais focada nos metamorfos
Contras:
  1. Havia material para uma aventura mais vertiginosa
  2. Sookie por vezes é irritante
  3. O "amor" entre a Sookie e o Eric parece-me mesmo muito forçado

 

 

Sinopse:

 

Depois de suportar tortura e a perda de entes queridos durante a breve mas mortífera Guerra dos Fae, Sookie Stackhouse sente-se magoada e furiosa. O único elemento positivo da sua vida é o amor que acredita sentir pelo vampiro Eric Northman. Mas este está sob olhar atento do novo rei vampiro por culpa do relacionamento de ambos. Enquanto as implicações políticas da revelação dos metamorfos começam a ser sentidas, a ligação de Sookie a um lobisomem específico arrasta-a para uma questão perigosa. Além disso, sem saber, apesar de os portais para Faery terem sido fechados, restam alguns fae no mundo humano...

E um deles está zangado com Sookie. Muito, muito zangado.

 


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