15
Abr 12

 

People call mercenaries like us "Dogs of War."

But you're different. You are a Wolf...

You will die the proud wolf you are. (Solid Snake)

 

Passei o jogo todo a fazer uma lista de frases que eu considero fortes, com significado e até pequenos momentos de inspiração. Esta foi a escolhida num dos momentos mais fortes do jogo. Um momento que será para sempre lembrado por quem passa por toda esta vida, num momento em que Snake teve que derrotar a Wolf, pessoa que ficará para sempre na memória, não só do Snake, como do Otacon, como do jogador.

 

E foi com este jogo que Hideo Kojima apresenta em 1998 na consola da Sony Playstation, o jogo que fará corações bater a um ritmo cardíaco mais elevado que o costume. Não porque é um Survival Horror, que não é, e provoca sustos momentâneos; mas sim porque irá mexer com as emoções do jogador. Emoções essas que farão pensar muito depois de acabarem o jogo, muito depois de o arrumarem, muito depois de crescerem e continuarem a lembrarem-se da experiência que passaram com este (e até me custa dar-lhe um nome tão banal) "Jogo".

Metal Gear Solid, lançado em 1998 em exclusivo para a primeira consola da Sony, e é a continuação directa do título anterior do criado Hideo Kojima, o Metal Gear 2: Solid Snake, lançado pela primeira vez no Japão em 1990 para aMSX2

 

Este é daquele tipo de jogos onde é quase impossível descrevê-lo apenas com palavras, mas vou tentar fazer o melhor que conseguir e souber.

Começando por falar um pouco da estória em volta desta obra, contamos com a personagem principal Solid Snake, um herói lendário, cuja missão é infiltração e eliminar uma potente arma inteligente e nuclear. Grossos modos, é isso.

Passa-se no ano de 2005, numa zona ficticia do Alasca chamada "Shadow Moses" (uma alusão à figura biblica Moisés), e este comandado pelo Colonel Campbell, pretende eliminar o grupo terrorista denominado porFOSXHOUND. Grupo este liderado por alguém muito próximo de Solid Snake...

 

Este é o terceiro jogo da série (os dois primeiros estão incluídos na versão Substance de Metal Gear Solid 3 e também no pacote que está disponível para Playstation 3 e XBox360 Metal Gear Solid: HD Collection mais tarde falarei melhor deles, ou independentemente ou na análise que farei ao Metal Gear Solid 3), mas o primeiro que é totalmente em 3D. Este salto foi importantíssimo para a série. Apesar da jogabilidade se encontrar muito próxima dos antecessores, no que diz respeito à vista aérea e câmara fixa, a maior parte das vezes, todo o motor 3D representa excelentes melhorias para a representação das personagens, caracterização e para as inúmeras cenas cinematográficas que serão de encher o olho, impossibilitando quase sempre carregar no botão X (ao carregar no X durante o vídeo, será passado à cena seguinte).

Os gráficos são bastante fluidos e funcionais. Foi feito um excelente trabalho no que diz respeito à colorização e animação dos cenários e personagens, o que resultou numa quantidade contável de pixeis, mas isso são pormenores que se reparam hoje passados quase 15 anos depois do jogo ter sido lançado. Na altura eram um mimo!

 

 

Dar vozes às personagens também foi algo que ficou muito bem. Tanto nas cenas cinematográficas, como nas comunicações via rádio (codec), todas as personagens tiveram direito a vozes, mas uma coisa vos digo: David Hayter será imortalizado pela voz forte e cheia de carisma que encheu de vida a personagem igualmente carismática. Menção honrosa também para o Cam Clarke que emprestou a sua voz ao vilão da série, com uma voz muito jovem e rebelde. Podia vos dizer quem é o vilão, não seria segredo nenhum para ninguém, mas prefiro que, caso não saibam ou não se lembrem, venham a saber pelas minhas palavras.

Falar da banda sonora será quase o mesmo que falar de uma novidade. Ok, já estou a ser um pouco influenciável, mas como poderia não o ser quando não só estou a falar de um dos jogos que mais marcou a minha infância, como estou a falar da minha saga preferida?!?

O trabalho com a banda sonora é, sem dúvida e quando misturada com o enredo, o ponto mais forte do jogo. A tensão e calma serão transmitidas ao jogador assim que o jogo o entender. Não é o jogador que escolhe se se quer sentir bem, se quer sentir-se mal, se se quer acalmar. Enquanto estiverem com o comando nas mãos e o jogo a passar na vossa televisão, o jogo é que vos domina os sentimentos e o Psycho Mantis (um dos bosses mais marcantes de sempre) está lá e não me deixa mentir.

 

Já vos falei um pouco do grafismo, do som e voice acting, falta falar-vos melhor da jogabilidade. O que ao principio pode parecer fácil e se de inicio escolherem uma dificuldade fácil ainda mais acessível o jogo é; se levarem à letra "Tactical Espionage Action", quererão passar a maior parte do tempo sem serem detectados pelo inimigo e isso sim é uma tarefa dificultada pelo sistema e que requer mesmo estratégia desde o inicio. se pretendem começar o jogo e sempre a andar do principio ao fim sem ligar a minima para a posição dos inimigos, tirem o jogo da consola e metam outro... talvez o Syphon Filter (nada contra o jogo, muito pelo contrário, apenas nesta matéria não requer tanta táctica quanto o Metal Gear Solid).

O jogo tem a câmara posicionada num ponto aéreo, dando a vista total do Snake, e parcial do cenário, dando a possibilidade de antever os movimentos dos inimigos, assim como a estratégia que pretendemos aplicar neste cenário específico. Soldados inimigos, câmaras de vigilância, metralhadoras automáticas, holofotes que procuram movimentos intrusos (que somos nós!), todo um conjunto de obstáculos que nada prometem facilitar.

 

Uma outra ferramenta que promete ajudar é o Radar Soliton. Este radar está à nossa disposição no canto superior direito do ecrã e dá-nos informação da nossa posição, da posição do inimigo, câmaras, etc, e para onde os nossos inimigos se encontram virados; com isto sabemos se podemos com calma passar por trás dos inimigos; atenção é que os inimigos não são estátuas nem ficam estáticos, ou seja, calculem bem os movimentos deles para não errarem nos vossos. Ao carregarem no Triângulo, terão a visão de Solid Snake, ou seja, a visão na primeira pessoa. Acontece é que não podem se movimentar, apenas no campo de visão. Pode muitas vezes ajudar, mas acontece que o facto de carregarmos no triângulo não foi o melhor botão escolhido.

Quando os inimigos vos detecta, o estado passa de "Normal", para "Alerta". Neste estado, o radar fica indisponível. Com isto é só esconder evitando que nos encontrem até o estado passar de "Alerta" para "Caution", onde o cenário fica com mais guardas que no estado normal. Passado algum tempo, voltará ao estado "Normal". Como disse, isto é um jogo de espionagem onde somos "recompensados" se passarmos despercebidos por entre os inimigos. Sair a disparar e matar tudo o que mexe não dará bom resultado.

 

Isto que vos conto é apenas, ou nem tanto, uma décima do que o jogo pode ser. Um jogo com dois discos, onde recebemos um codec para quando for altura de trocar o disco, este jogo é muito mais que o que está dentro da consola. Não se admirem nada em partes do jogo vocês terem que consultar a caixa do vosso jogo; ou mesmo mexer em algo na consola. Tudo isto aumenta exponencialmente a experiência de que o jogo é apenas uma parte da realidade.

Se ainda não jogaram esta obra, não sei o que esperam, se já jogaram e estão a ler esta análise, tenho a certeza que estão de novo com o bichinho a dizer para voltarem a jogá-lo. E se da última vez o jogaram no modo de dificuldade "Normal", aconselho a que desta vez dêm uma vista de olhos pelo "Hard". Os bosses prometem dar-vos dores de cabeça... E é isso que nós pretendemos!

 

Prós:

  1. Personagens carismáticas e memoráveis
  2. Toda a estória em volta do jogo
  3. Mecânicas novas
  4. Gráficos, cenas cinematográficas e voice acting
  5. Extras que ganhamos ao concluir o jogo
  6. Uma mistura de sentimentos ao ouvir e sentir as conversas entre as personagens
Contras:
  1. Triângulo para visão na primeira pessoa, que muitas vezes é inutil.
Publicado Por ChadGrey às 11:41

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