19
Nov 11

 

Não é à toa que Cell rima com Hell.

[Cell = Telemóvel e Hell = Inferno]

 

Confesso já ter saudades de comentar no meu Blog um livro da autoria de um dos meus escritores (senão mesmo o escritor) preferido: o mestre do terror Stephen King.

Desta vez calha um livro chamado Cell e foi lançado nos Estados Unidos da América em 2006. Nós por cá o recebemos com o título traduzido para Cell: A Chamda da Morte no mesmo ano e a tradutora foi Maria Luísa Santos. Porque é que acrescentaram o subtítulo e decidiram não traduzir o título, não sei mas seria a primeira coisa que perguntaria à tradutora ou à editora.

 

Este livro é um romance de terror apocalíptico, algo que fazia falta no currículo deste escritor, grande amigo também do mestre da sétima arte George Romero. Neste livro a personagem principal que viveremos e sentiremos durante toda a obra bastante objectiva é Clayton Riddel (Clay), um artista que tinha finalmente visto a sua vida a ganhar rumo, com a assinatura de um contrato para este poder lançar uma banda desenhada. De repente olhou à volta e viu as pessoas a ficarem estranhas, agressivas, assassinas e sem raciocínio. As pessoas atacam-se umas às outras aleatoriamente e violentamente. 

No meio do caos e da desordem, Clay encontra Tom McCourt e uma jovem Alice Maxwell e juntos vão para casa de Tom nos arredores da cidade de Boston.

 

Mesmo cansados e após pensarem em vários planos de sobrevivência e de como evitar o caos em que o mundo se tornou, descobrem que a causa de toda a desordem foi apenas o aparelho que mais unidades tem espalhadas no mundo: o telemóvel. Coincidentemente, todas as pessoas que tinham o telemóvel ao ouvido enlouqueceram e perderam completamente a sua mente. Tornaram-se zombies, com a diferença que não são pessoas mortas, apenas descontroladas e desprovidas de consciência. Tudo começou quando sucedeu aquilo a que chamam "O Pulso", uma explosão electromagnética que afectou todos os sistemas de comunicação móvel.

 

Clay tem motivos para não ficar quieto sem lutar pela sua sobrevivência e de outros, nomeadamente a sua família: a esposa e o seu filho. Partem então para Norte, em busca de segurança tentando prever o caminho que a sua família seguiria para se sentir segura. Com a longa caminhada este trio que lentamente e sempre num suspense de cortar a respiração estes descobrem que as pessoas afectadas não só agem em grupo, como também de algum modo são controladas por uma entidade maior que elas.

 

Este foi um livro que li em poucas horas, quase sem parar pois está mesmo brilhante. Stephen King consegue mais uma vez prender e fazer com que o leitor se apaixone pelas personagens que o faz viver. Acontece que neste livro há uma nova fórmula. O leitor ficará também encantado com objectos que subliminarmente estão cheios de significado e mensagem. Durante a jornada, Alice encontra um pequeno ténis da Nike, tamanho bebé, e fará qualquer leitor pensar em coisas bastante claras relacionadas com o objecto apesar do escritor fazer questão de as omitir a todas; dando largas a imaginação dos leitores. Imaginem que, de um momento para o outro, teria que viver do mesmo modo que os vossos pais viviam com a vossa idade, ou seja, sem telemóvel... Foi nessa base que Stephen King recorreu para escrever esta obra. Eu digo que este livro é mais que recomendável; é obrigatório para ler e reler.

 

Prós:

  1. Bastante suspense... Leremos várias páginas em apneia.
  2. Estória que ao principio parece ser mais uma de "zombies" mas que depressa se revela muito mais que isso
  3. Interactividade mental com personagens e escolhas das mesmas
  4. Personagens carismáticas e memoráveis
  5. Luta pela sobrevivência e escolhas em situações dramáticas e rápidas
  6. Um final lindo/horrível sempre no sentido brilhante e extra sensorial
Contras:
  1. Livro curto (352 páginas, Circulo Leitores Capa Dura).
  2. Podia haver espaço para ainda mais peripécias, ou mais uma personagem para se juntar ao grupo.
Sinopse:

Um de Outubro. Está uma tarde soalheira e Clayton Rydell caminha alegremente pela Boylston Street em Boston. A vida corre-lhe bem: acabou de assinar um contrato para a criação de um livro de banda desenhada. No entanto, tudo vai mudar muito rapidamente, quando uma explosão de energia transforma em máquinas assassinas todos aqueles que naquele preciso instante tinham um telemóvel encostado ao ouvido.
Publicado Por ChadGrey às 13:54

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