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Set 11

 

"A Anne Frank de Ruanda"

 -The Catholic Times-

 

Não foi assim há tanto tempo que Immaculée viveu a pior experiência que o ser humano comum pode suportar. Foi em 1994, na cidade de Ruanda.

Left to Tell: Discovering God Amidst the Rwandan Holocaust (título original) é uma autobiografia que foi publicada com a ajuda do jornalista Steve Erwin que após conhecer a vivência desta, pediu-lhe para escrever e documentar todo o processo.

 

É um documentário forte, vivo e fresco. Immaculée sempre teve uma educação religiosa um tanto rigorosa, e acredita que foi isso que a salvou do Holocausto Ruandês, mas durante todo o tempo que a mesma esteve enclausurada, escondida, sem comida, com a dor de saber e ter visto toda a sua família a ser brutalmente assassinada; viu toda a sua fé e crenças abaladas pelo sofrimento e desgraça que viveu.

Mas sempre acreditou.

É nisso que este relato ganha o maior respeito por quem o lê, na medida em que ela fala da fé, acreditando que não é o divino que virá para a salvar mas sim a sua própria vontade de viver, a sua vontade de conhecer. 

 

Toda a guerra que esta presenciou de muito perto, fez dela a pessoa que é hoje. Apesar de ser ao principio não ser intenção da autora publicar a sua biografia, esta publicou para dar a conhecer ao mundo toda a experiência e cultura política do seu país, sensibilizando assim o mundo inteiro. Neste momento dedica-se à Fundação Ilibagiza, onde pretende ajudar as vitimas com feridas pessoais e psicológicas a longo prazo de guerras e genocídios. 

 

Sinopse:

 

Immaculée cresceu num país que adorava, rodeada de uma família carinhosa. Mas em 1994 o seu mundo idílico foi destruído quando o Ruanda mergulhou num holocausto sangrento.

 

A família de Immaculée foi brutalmente assassinada durante uma chacina que durou três meses e ceifou as vidas de quase um milhão de pessoas. Milagrosamente, Immaculée conseguiu escapar. Durante noventa e um dias, ela e mais sete mulheres de etnia tutsi viveram em silêncio na minúscula casa de banho de um pastor local, enquanto centenas de assassinos as procuravam impiedosamente. A comida era escassa e o perigo constante. Um grupo de hutus armado com catanas chegou mesmo a revistar a casa onde as mulheres se refugiavam: “Havia muitas vozes, muitos assassinos. Conseguia visualizá-los na minha mente: os meus antigos amigos e vizinhos – que sempre me tinham cumprimentado com amor e bondade – a andarem pela casa, com lanças e catanas e chamando pelo meu nome”, relembra.

 

Foram noventa e um dias de terror e imobilidade forçada que a deixaram fisicamente irreconhecível e emocionalmente transformada para sempre: "Era como se morresse lentamente milhares de vezes". Mas Immaculée sobreviveu para contar a sua história, um testemunho que transcende as fronteiras do seu país e se inscreve a sangue na História.

Publicado Por ChadGrey às 18:44

2 comentários:
Ainda não li o livro sobre a história de Anne Frank, mas certamente o Sobrevivi não precisa de ser comparado a esse livro, nem ter o seu nome na capa, para vender.
É uma história chocante, sobre um mundo que nada ou pouco sabemos.. um local do mundo que não interessa falar.
Uma mulher que fez realmente tudo para sobreviver.

Erro: mas durante todo o tempo que a mesma este enclausurada
Amy Rose a 25 de Setembro de 2011 às 22:42

Sim, mas já se sabe como é; basta ter umas situações parecidas para a inevitável comparação.
Mas não é por aí, também, que não deixa de ser um livro chocante.

P.S.: Erro Corrigido ;)
ChadGrey a 14 de Outubro de 2011 às 12:11

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