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Set 11

 

O Clã dos Ogres

 

Nos últimos tempos de vida útil da nossa querida Playstation One, a Capcom anunciou que estaria a trabalhar num jogo que prometesse seguir a jogabilidade de Resident Evil, mas onde teríamos que defendermos de demónios japoneses em vez dos clássicos zombies. Capcom, atirando rumores ao ar, anunciou para a Nintendo 64 o jogo Onimusha, jogo este que parecia ir ao encontro do anunciado jogo para a Playstation One.

Mas em meados de 2001, saiu para a recém nascida Playstation 2 o jogo: Onimusha: Warlords. Após algumas notícias por parte dos Media desencorajando o jogo [Um pouco o que aconteceu com Duke Nukem Forever] por fugir bastante à componente Survival Horror de Resident Evil, houve a tão esperada oportunidade de tocarmos oficialmente no jogo e o resultado foi mágico!

Um jogo de acção e aventura, grossos modos, o jogo conta com uma

 

Estória

 

baseada em acontecimentos históricos e lendas/mitos japoneses. A personagem principal é o samurai Samanosuke que deve resgatar a sua irmã do homem que matou Lorde Nobunaga. Este Lorde, voltou do mundo dos mortos, tornando-se escravo do Demónio e tem a habilidade de invocar outros pequenos demónios para nos atormentar.

No seu estado natural, Samanosuke não tem como derrotar os demónios, mas para a solução de alguns dos seus problemas, o clã dos Ogres oferece-lhe um artefacto que dará algumas habilidades mágicas, suficiente para podermos fazer frente aos intrusos do nosso mundo. Podemos contar com uma

 

 

Jogabilidade

 

semelhante a de Resident Evil. Basta tirar as armas de fogo e colocarmos uma Sabre. A câmara continua a ser o mal dos nossos pecados, pois é fixa e atrapalha em vários momentos, pois atacamos os demónios e se nos deslocarmos no cenário, sujeitamo-nos a que a câmara mude de posição para outra visão ou em certos pontos cegos continuamos a esquartejar, não sabemos bem se o ar ou os inimigos, o que quebra o ritmo do combate. No entanto, o jogo está tão bem construído e fluído que não será por isso que haverá a perca de vontade de jogar.

Ao longo do jogo contamos com algumas armas novas (Como outras espadas mais eficazes e até mesmo uma arco), e também magias e truques especiais, sendo estes bastante eficazes para os combates com os bosses ou demónios maiores. O

 

Ambiente

 

é muito especial e bem feito. Mesmo o cenário sendo feito através de imagem pré-renderizadas, estas mesmas estão acima de belas e mágicas. Sem dúvida alguma nos sentiremos perto do Japão, conseguindo perceber a sua arquitectura, cultura e crenças. O som está muito bem conseguido, assim como as vozes. Caso seleccionem as vozes Japonesas e legendas inglesas, lembrará os tempos em que víamos Samurai X no Batatoon.

 

Veredicto

 

É um jogo que ocupa umas boas, saborosas e saudáveis dez horas. Quem gostaria de uma mudança do tradicional Resident Evil sem dúvida vê aqui um excelente motivo para o fazer. Personagens carismáticas, ambiente nipónico e a componente sonora a condizer, tem tudo para ser um jogo adorado por muito boa gente e detestado por ninguém.

 

Prós

  1. Renovação na fórmula criada para Resident Evil
  2. Jogabilidade frenética e fluída
  3. Gráficos e Som
  4. Personagens

Contras

  1. Câmara fixa. Poderia não ser um ponto negativo, mas neste caso pode incomodar e desagradar.

Curiosidades

  1. Foi o primeiro jogo da Playstation 2 a ultrapassar a barreira de um milhão de cópias
  2. Sofreu muitas mudanças. Começou por ser desenvolvido para a Playstation One, depois sofreu o port e continuou a ser desenvolvido para a Nintendo 64. Por fim nasceu na Playstation 2 (Fonte das curiosidades: Wikipedia.org)
Publicado Por ChadGrey às 15:49
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