03
Set 11

 

Kratos

O Deus da Guerra?

 

Cinco anos depois do lançamento da consola de 128bits Playstation 2, os géneros e diversidade nos jogos começa a escassear. A evolução gráfica pouco ou nada evolui, os jogos tornam-se repetitivos e muitos lançamentos deste ano são mais experiências Dejá vù do que propriamente momentos gratificantes. Pois surgem no mesmo mês do ano 2005 dois jogos que prometem dar vida e prometer novidades para o futuro da consola que aparentava estar cansada: Devil May Cry 3: Dante's Awakening e vindo dos estúdios da Sony Entertainment Computer propriamente da divisão Santa Monica surge a nova propriedade intelectual (mais conhecido pelos cibernautas como IP) God Of War.

Que nos trás este novo jogo?

 

Estória

 

Kratos é a personagem principal deste jogo que mistura elementos de acção, plataformas, puzzles e Hack 'n Slash.

Este é um capitão de um exército de espartanos numa fase recheada de vitórias e recompensas pelas suas conquistas, mas com este exército apesar de bem treinado vive em número reduzido e foi surpreendido pelo tamanho do exército bárbaro. Num momento de desespero e prestes a ser morto pelo comandante das tropas bárbaras, Kratos pede a Ares que o salve e como forma de pagamento, será seu fiél servo para sempre. E assim foi durante muitos anos, até que Ares realmente vê em Kratos um temível guerreiro e decide eliminar os obstáculos que o separam de ser seu a tempo inteiro, fazendo uma emboscada que fará Kratos matar a sua esposa e filha.

Kratos que até então sempre foi fiel, decide que não tem mais razões para viver e dedicará a sua jornada para terminar com o reinado e poder do Deus da Guerra Grego: Ares.

 

 

Jogabilidade

 

Aproveitando ao máximo as capacidades da consola Playstation 2, o jogo promete revolucionar ou pelo menos evoluir no género. Kratos quando pediu ajuda a Ares para este poder derrotar os bárbaros, Ares deu-lhe o que será a arma "de marca" de Kratos, as Blades Of Chaos, duas espadas presas a correntes, que por si estão também presas e forjadas nos braços do nosso guerreiro. Com estas correntes, Kratos pode lançar as armas e ver o seu retorno com a ajuda das mesmas. Com combinações simples e fluidas que com o tempo se evoluem e ganhando novas habilidades e combinações possíveis e mais poderosas, o nosso herói não terá apenas as Blades para concluir a sua missão, pois outros deuses que não concordam com a política do Deus da Guerra, decidem ajudar Kratos na sua jornada para o derrotar e tirar do trono; para isso alguns vão-lhe emprestar poderes, como por exemplo os raios trovão, entre outros.

Um ponto forte dos combates são os eventos em tempo real, nos inimigos maiores e bosses, onde acompanhado de cenas bastante violentas e carregadas de Gore, teremos de carregar no botão correcto correspondente ao que aparece no ecrã para Kratos fazer a sequência com sucesso e eliminar assim o inimigo sem clemência.

O jogo está também com alguns elementos de plataformas, lembrando jogo como Prince Of Persia, plataformas essas que apesar de não serem complicadas, muito pelo contrário, são doseadas em quebra o ritmo dos esquartejamentos, evitando assim a sensação de repetitividade.

 

Ambiente

 

Numa época dourada e onde os gregos adoravam mais que um Deus, estamos na Grécia.

E mesmo tendo em conta o tempo de vida da consola, o jogo apresenta os gráficos mais belos quanto seria possível. Jogando com câmara fixa (ao contrário que tem sido habitual, onde o analógico direito seria para controlar a câmara) a equipa do estúdio da Santa Monica fez questão de mostrar o melhor que conhece da antiga Grécia. Cenários recheados de arte, representação dos inimigos e deuses, caminhos míticos e sagrados; à partida, nada escapou ao estúdio e pode-se dizer que foi um trabalho de casa muito bem feito.

Fizeram também questão de nos mostrar variadíssimos cenários, desde a Grécia, até ao Templo de Pandora situado nas costas do titã Cronos.

 

Veredicto

 

Este é jogo que faz pensar que é quase impossível não gostar dele. Apesar de todo o gore, brutalidade em algumas mortes, alguns inimigos mais bizarros; daí a classificação do jogo ser para maiores de 18 anos, nada é ofensivo ou traumatizante. Apenas seria impossível esta qualidade sem estes elementos. Apesar de ser apenas baseado, faz também a dar a conhecer alguns deuses ou como eram conhecidos na antiga Grécia, mas como disse, é baseado o que faz com que argumentos históricos possam ser adulterados.

Para aumentar um pouco a algo curta longevidade do jogo, podemos contar com o modo Challenge Of The Gods onde teremos dez pequenos stages para completar, mas que requerem alguma perícia e nervos de aço. Poderemos desbloquear fatos que nos darão habilidades adicionais no modo de história.

 

Prós

  1. Ambiente e história
  2. Gráficos
  3. Tema
  4. Mecânica e sistema

Conras

  1. No modo Challenge Of The Gods não se pode gravar no meio das stages
Publicado Por ChadGrey às 11:10

2 comentários:
Bela escrita
*****
Amy Rose a 17 de Outubro de 2011 às 21:38

Brigado ;)
ChadGrey a 26 de Outubro de 2011 às 00:27

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