30
Ago 11

 

"O Karma é tramado"

 

Passaram-se dois anos desde a primeira aventura ter conquistado milhares de fãs de Cole MacGarth, o herói eléctrico que, na sua aventura anterior, teve que derrotar Kessler, uma personagem misteriosa que parecia estar ligada a todos os eventos que envolveram a esfera de raios que deram os poderes a Cole... Se calhar estaria até envolvido demais.

Este ano, Cole chega-nos à Playstation 3 ainda com mais força, mais poderes, e ainda mais decisões que estarão directamente envolvidas com o resultado final do jogo.

 

O jogo começa quase imediatamente a seguir ao final do primeiro. Para quem jogou e conclui o primeiro jogo no Karma Mau e no Karma Bom, terão a possibilidade de escolher o Karma com o qual irão começar o jogo, tal como o bónus de começar no nível 1, em vez do 0 e ganhar mais pontos de experiência com as acções do Karma correspondente. Quem não usufrui ao do primeiro jogo terá que seleccionar "Novo Jogo" e começar sem Karma, decidindo assim do principio o caminho a seguir para o antigo estafeta.

 

Começamos o jogo na nossa conhecida cidade de Empire City com a agente especial da NSA Kuo a indicar que deveríamos ir para a cidade [também esta fictícia, fruto da mente da equipa Sucker Punch] New Marais onde teremos que encontrar o doutor Wolfe, pois este promete ter mecanismos que aumentarão os poderes de Cole para este poder fazer frente à grande ameaça deste jogo: a Besta, um enorme monstro de silhueta humana, mas que de humana nada tem. Acontece que sem aviso prévio, a Besta aparece mesmo na altura em que Cole embarca para ir para a nova cidade. Este decide desafiá-lo, mas sem sucesso e, como se não bastasse, a Besta drenou quase todos os poderes de Cole, deixando-o mesmo desesperado em com ainda mais razões para aumentar os seus poderes, com a ajuda do Dr. Wolfe.

 

Estando Cole numa cidade nova, para o jogador, pois para ele e para o seu melhor amigo Zeke a cidade para além de parcialmente destruída e invadida pelas Milícias, como ele a conhecia no seu passado. A cidade é maior que Empire City e traz mais desafios no que diz respeito a obstáculos e plataformas que a anterior. Uma cidade divida em duas ilhas, cada uma delas por si dividida em duas fracções, que teremos que conquistar para a paz da população (ou não) e vantagens ao Cole, pois as outras três cidades não têm electricidade, o que é uma desvantagem clara para o herói.

 

Para além de Kuo, Cole conhece também Nix, uma rebelde que outrora vivia humildemente numa zona pantanosa, viu a sua família a ser destruída por outra pessoa ambiciosa e ansiosa pelos poderes da Esfera de Raios, Bertrand que decidiu explodir uma esfera no meio do pântano matando centenas de pessoas. Nix não morreu porque era uma condutora, ou seja, imune à possível morte causada pela esfera, mas ao sobreviver, tal como Cole e Bertrand, teve puderes, o poder de controlar o petróleo a seu proveito. O poder de Bertrand não foi tão linear, mas promete dificultar as coisas ao jogador. Mas não foi apenas a Nix que ganhou poderes. A agente Kuo também foi submetida a uma forma mais radical para ter poderes, podendo esta controlar o gelo.

 

Haverá diversas vezes que teremos que decidir se acatamos os planos de Nix (planos esses que implicam destruição e massacre para chegar ao objectivo final) ou os planos de Kuo (que tende a ser mais racional e subjectiva para o sucesso da missão). Tal como Cole disse numa dobragem para português nem sempre bem conseguida: "Karma é tramado".

 

E por falar em dobragem, aí está o grande pecado deste jogo. Ao contrário do primeiro que esteve muito bem feita, incluído palavrões, etc., nesta matéria houve um claro e descarado downgrade onde muitas vezes, principalmente nas pessoas que deram a voz às senhoras Nix e Kuo. O único palavrão (se é que é palavrão...) que se ouve neste jogo é "Porra", no meio de centenas de palavrões que o original teve direito. E para tentar explicar a fraca prestação das vozes da Nix e Ku, lembram-se de quando estavam na primária e a treinar para uma peça de teatro da escola ou simplesmente a ler textos do livro em que nos pontos finais a voz elevara-se em vez de atenuar? Aconteceu várias vezes nesta gente. a má prestação não se deveu só a momentos mal traduzidos, como também à falta de dedicação e exigência. Todavia, as vozes de Cole e de Zeke não pecam, apesar de sofrerem também com tradução insuficiente. "Rapto Evitado", por exemplo, não é de todo um português mau, mas não é português corrente.

 

O nosso antigo estafeta conta também com ainda mais variados poderes, poderes estes que, tal como o jogo anterior, se desbloquearão conforme o Karma que seguirmos. Mas desta vez, cada poder terá várias variante; como por exemplo a Granada, terá várias evoluções como a Granada Pegajosa, Granada Explosiva, entre outro e para todos os outros poderes, onde facilmente podem ser trocados com um toque na seta esquerda do D-Pad onde abre um sub-menu bastante fácil e intuitivo para seleccionarmos a variante do poder desejado. Apesar de não ser perfeito, mas ter sofrido uma grande melhoria em relação ao antecessor foram os combates de corpo a corpo, pois Zeke teve a amabilidade de construir uma espécie de bastão eléctrico, chamado Amp, para ampliar os poderes e força de Cole. Contudo pouco será usado pois raramente somos abordados por apenas um inimigo de cada vez e enquanto combatemos corpo a corpo, outros inimigos não esitam em nos ferir com as suas armas.

 

Por muitas e frescas novidades, nenhuma é tão radical como a implementação de um editor de missões, onde poderemos partilhar pela rede da Playstation Network. O editor não dá para alterar aspectos da cidade, pois apenas podemos construir e partilhar missões, mas cumpre o dever. Numa geração onde a partilha e a edição está cada vez mais presente e bem aceite, a Sucker Punch fez bem em aderir à moda, pois aumenta substancialmente a longevidade do jogo, bem como sempre há inúmeras missões bem feitas e criadas, com bastante criatividade e muito bem elaboradas. Podemos espalhar pela cidade monstros, milícias, policias, alguns objectos como bilhas de gás, sofás, entre inúmeras outras opções que deixam o jogo com melhor ar.

 

Um jogo que sofreu melhorias em todos os aspectos, excepto na dobragem mas nesta matéria a culpa vai inteiramente para a equipa portuguesa, torna-se um exclusivo obrigatório para todos os possuidores de uma Playstation 3 e que com certeza influenciará nas vendas da consola. Um jogo cheio de humor quanto baste, como por exemplo um cartaz de cinema com propaganda ao filme Uncharted Love ou Solid Serpent The Man, The Movie entre muitos outros, são elementos mais que suficientes para entreter o jogador por várias horas sem momentos mortos nem desmoralizantes.

 

Prós:

[Nesta análise usei um formato diferente, mas não podem faltar os Prós e Contras]

  1. Checkpoints doseados, o que não obriga a fazer missões todas de novo assim que sofremos uma perda;
  2. Sistema de ataques evoluído, eficaz e simpático
  3. Cidade Maior

Contras:

  1. Dobragem sofrível

 

Publicado Por ChadGrey às 16:20

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