09
Jul 11

 

Só o demónio é que chora?

 

Alegria e muita ansiedade! Estes foram os sentimentos que sentimos quando descobrimos que iríamos jogar de novo na pele de Dante numa nova aventura em Devil May Cry 2. Tristeza e frustração! São os sentimentos que sentimos enquanto jogamos Devil May Cry 2. Estamos em meados de 2003 e finalmente pudemos pôr as mãos neste jogo. Um jogo com uma capa bastante atractiva e bonita e dois DVDs. Pomos o primeiro DVD e vemos uma cutscene que nos conta a...

 

Estória

 

do jogo. Dante e Lucia encontram-se num museu onde lutam com um grupo de demónios a fim de proteger uma relíquia chamada Medaglia. Lucia convida Dante para lhe ajudar a matar o seu criador, o demónio Arius (que queria a relíquia Medaglia e outras para a sua transformação e poder ficar completa). Dante, para decidir se aceita ou não a missão, lança uma moeda ao ar...

Só nesta pequena cena, encontramos alguns aspectos que não nos fazem sentir satisfeitos... Dante perdeu "o piu"... Tudo bem, Dante é mais velho, apesar de não apresentar rugas, tem um novo penteado, mas deveria continuar falador e sarcástico como nos habituou. Em vez disso, apenas não fala. Outro pormenor foi quando vi ele a atirar uma moeda ao ar para decidir se aceitava a missão ou não... "O QUÊ?!? Onde está Dante e o que fizeste com ele?" O Dante que conhecíamos aceitaria logo a missão. Se era para caçar demónios, ele estaria lá. [Mais tarde apercebemo-nos de um pormenor].

Dante aceita e parte para uma ilha fictícia onde decorre toda a aventura.

Isto tudo no DVD 1, onde jogamos na pele de Dante e vemos a história por trás de Dante. No DVD 2 protagonizamos Lucia. Todo este jogo conta com uma...

 

Jogabilidade


um pouco melhorada. Os botões mudaram. Já não se salta no Triângulo e passou o salto para o habitual X e temos o Círculo que faz um movimento de esquiva, tanto para Dante como para Lucia. Fomos contemplados por um botão que muda automaticamente de arma de fogo (L2) com apenas um toque no botão, sem termos que ir para o menu e equipar Dante sempre que quisermos mudar de arma, e repito, de fogo. Se quiserem mudar de espada terão de ir para o Menu equipar a personagem. Mas o mal também não está aí, pois todas as espadas que encontramos no jogo, funcionam exactamente da mesma maneira. Têm exactamente os mesmos movimentos e apenas diferem no dano que causam ao oponente e no alcance. Sempre que encontramos uma arma nova e a experimentamos, somos invadidos pelo sentimento de saudade... Saudades da Ifrit e da Alastor.

No entanto, podemos evoluir as armas, mas até neste campo encontramos diferenças, felizes para uns e tristes para outros. Enquanto na aventura anterior da Dante podemos evoluir vários aspectos de cada arma, de modo que acharmos melhor e que nos adapte melhor às nossas necessidades de jogar; neste jogo gastamos os nossos Orbs encarnados para simplesmente evoluir cada arma de Nível 1, para Nível 2 e por aí fora até ao Nível 4. Estes níveis aumentam a força e o número de combos possíveis de realizar, no entanto sentimos que não temos o controlo que deveríamos ter nessa mesma evolução, tendo em conta o seu antecessor. As novas combinações possíveis mostram-se também eficazes mas, com o tempo, apercebemos que estamos sempre a fazer o mesmo, pois chega a um ponto que nos habituamos e matamos todos e qualquer espécie de demónio com os mesmos truques. Contudo pecam um pouco, mas derivado do

 

Ambiente

 

que, em certos casos, é muito grande. Continuam a existir fases no interior, mas muitas delas são no exterior e, de facto, não resulta da melhor maneira. No caso dos cenários exteriores, para combater inimigos, e até alguns bosses, basta estarmos um pouco afastados e atacar-lhe com a Ebony & Ivory até cumprirmos o objectivo, pois o jogo não nos obriga a cuidados estratégicos e eficazes. Os demónios estão mais cuidados e mais de acordo com o ambiente. Há mais variedade de inimigos e alguns Bosses estão maiores (mas no entanto há um repetido, que volta a aparecer MAS QUE JÁ O TÍNHAMOS MORTO!! Não havia necessidade...)

O trabalho sonoro está melhor, dando a cada fase ou cenário uma música diferente, do estilo metal/gótico.

 

Veredicto

 

Faço das palavras que Dante dirige a um demónio Shut up and die! as minhas palavras para o jogo Devil May Cry 2 É um jogo que não sou capaz de recomendar a ninguém. Talvez apenas aos fãs cerrados de Dante e Devil May Cry.

Pela frase acima transcrita dá logo para perceber que as poucas e fracas falas de Dante foram tiradas de uma legenda de um filme antigo. Fracas, sem alma, frias, sem entusiasmo ou irreverência de um Dante mais jovem que outrora conhecemos.

O jogo está de facto mais acessível, mas não é obrigatoriamente um ponto positivo, no entanto a dificuldade é ajustável e se terminarmos a aventura com Dante em Hard somos contemplados com um excelente bónus, talvez o melhor que este jogo tem.

O Facto de conhecermos a mesma estória do ponto de vista de dois personagens, Dante e Lucia, é também um ponto positivo, dependendo da vontade de jogar.

 

Prós

1. Algumas melhorias gráficas

2. Novas combinações

3. Melhores controlos

 

Contras

1. Passamos o jogo todo a perguntar: "Onde está Dante?"

2. Estória fraca e desajeitada

3. Cutscenes secas e sem qualidade

4. Menu Mapa pior que visto em Devil May Cry

5. Repetitivo

 

Publicado Por ChadGrey às 11:50

4 comentários:
Bom dia,

O Ler Ouvir Ver está em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Parabéns e boa continuação!

Pedro
Pedro a 12 de Julho de 2011 às 10:20

Bom dia,

Muito Obrigado pelo destaque.
Será certamente um "empurrão" para este blog ser mais visitado/comentado.

Com os melhores cumprimentos!
ChadGrey a 12 de Julho de 2011 às 10:57

lapsus teclandi
"por as mãos neste jogo"
css a 12 de Julho de 2011 às 22:58

Lapsus Teclandi corrigido.

Também estive a ver o teu blog, mas não encontrei nenhum erro ;)
ChadGrey a 12 de Julho de 2011 às 23:23

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