07
Mai 12

 

LIVRO I

 

 

"Minhas Senhoras e meus Senhores, bem-vindos ao septuagésimo quartos Jogos da Fome!"

 

Conheci este livro à muito pouco tempo. Mais ou menos na altura da estreia nos cinemas portugueses da adaptação ao cinema deste livro, mais ou menos em meados de Março deste ano. Li algumas críticas e comentários sobre a adaptação e, regra geral, quem não leu o livro e viu o filme, diz que não é um filme muito bom e quem leu o livro e viu o filme, gostou mas justifica com a experiência da leitura. Eu optei então por ler o livro para posteriormente ver o filme.

 

Suzanne Collins é escritora de livros infantis e juvenis e argumentista de programas televisivos infantis. Conhecida pela novela The Underland Chronicles que conta já com cinco livros, mas nenhum traduzido para a nossa língua; mas reconhecida pela trilogia The Hunger Games, tendo sido o primeiro livro merecido o nome da trilogia, ou seja: Os Jogos da Fome, lançado no seu país natal em Setembro de 2008 e visto a sua tradução feita para português e primeira edição lançada a Outubro de 2009. Depressa foi reconhecido o seu valor e para ver a sua adaptação ao cinema foi um passo.

 

Pois bem, se gostam de cenários pós apocalípticos, mas sem aquela tecnologia quase alienígena, não vejo o porquê de evitar este livro. Após mais uma enorme guerra, a América do Norte deixa de ser Estados Unidos da América e Canadá, e passa a ser o mesmo espaço geográfico, chamado Panem que se encontra dividido em 12 Distritos. Estes 12 Distritos estão de tal modo interessantes que cada Distrito tem a sua cultura, riqueza e classes sociais. Adorei este cenário e conceito.

 

Estes doze Distritos são governados pelo Capitol e num regime severo. Esse regime fez com que os Distritos em tempos se revoltassem contra o Capitol, sem sucesso. Esta revolta custou a criação dos Jogos da Fome. Estes Jogos da Fome consistem em todos os anos juntar 24 pessoas, duas de cada Distrito escolhidas aleatoriamente, numa arena grande e com os seus recursos onde estes 24 adolescentes lutam entre si, uma luta de vida ou morte, onde apenas sobrevive um elemento. Cada elemento deste jogo é denominado de Tributo.

 

Nestes Septuagésimo quartos Jogos da Fome, no Distrito 12 uma criança muito jovem, a Prim, foi a escolhida. Neste momento de desespero, a sua irmã mais velha, Katniss, que fazia quase o papel de mãe não aguentou ver a sua irmã a caminhar para um possível caminho que resultará da sua morte. Quase instintivamente voluntariou-se para participar nos Jogos em vez da irmã mais nova. As regras permitiam-no. Suzanne Collins decidiu contar-nos esta aventura aos olhos da Katniss, pois o mesmo é lido na primeira pessoa.

No Distrito 12 onde a luta era constante para não se morrer a fome, participar nos Jogos é quase morte certa, em contraste com outros Distritos que treinam desde sempre para participarem nestes jogos, onde as crianças são educadas a morrer com honra nos Jogos. Os jogos vão decorrer, vão participar 24 tributos e as regras vão ser severas.

 

Foi um livro que gostei muito de ler. Uma trilogia para ler toda, mas a seu tempo. Não é algo que se anseie imediatamente ler o Livro II desta trilogia, o Em Chamas; mas chegará o seu tempo e terei todo o gosto em continuar esta série. Tem tudo para dar que falar e tem ainda mais para agradar a quem leia por entretenimento e procure uma estória sólida e criativa. Rica em personagens carismáticas e fortes, que deixarão a sua marca e decidirão muito sobre toda esta aventura.

Espero agora pela oportunidade para ver o filme para ter uma opinião minha, pois acredito que com uma boa realização possa ter uma boa adaptação.

 

Prós:

  1. Cenário físico e temporal
  2. Personagens determinadas e vividas
  3. Personagens secundárias
Contras:
  1. Este livro poderia dar uma visão mais ampla se não fosse contado na primeira pessoa
  2. Não gostei de uma mudança da regra do Jogo

 

 

Sinopse )

 


06
Mai 12

 

A Minha Luta Contra Satanás

 

Já leram o livro O Exorcista, de William Peter Blatty? E a adaptação para o cinema, o eterno clássico de 1974? Gostam do tema ou temas de possessão de espíritos ou demónios nos humanos ainda vivos, e padres que trabalham para expulsar esses mesmos intrusos dos nossos corpos?

Eu digo SIM a todas as perguntas que fiz, apesar da minha relação com este tema se encontrar um pouco a roçar o paradoxo.

Não acredito; mas também não digo que não.

Nunca assisti a nada desta natureza; mas também não aposto que nunca tenha acontecido.

Entre "n" relatos a que li, ouvi ou vi em vários livros, documentários ou filmes todas as vítimas de possessão são sempre pessoas que, de uma ou outra maneira, acreditavam que o mesmo seria possível de acontecer. E porque é que são sempre demónios e espíritos humanos malignos e não, de vez em quando, também os anjos ou santos ou espíritos benignos a possuírem aqui os nossos seres humanos, nem que seja para provar que o sempre batido equilíbrio entre o Bem e o Mal exista? Perguntas que nunca verão resposta, mas que ficam.

 

Adiante e falando deste livro que vos apresento hoje. Marco Tosatti é um conceituado jornalista que decidiu entrevistar um dos mais conceituados exorcistas da actualidade: o padre Gabriele Amorth. O resultado dessa entrevista é este livro que vem em forma de uma reportagem do tipo perguntas e respostas. Marco Tosatti é também o responsável pelo resultado final deste livro.

 

As perguntas escolhidas pelo jornalista são bastante abrangentes ao tema. Podemos encontrar perguntas como: "Nos seus exorcismos, alguma vez encontrou almas de defuntos?" ou "Todos os demónios têm o mesmo objectivo e forma de agir?" entre muitas outras e todas as perguntas são respondidas pelo padre sabiamente e de forma bastante esclarecedora. O padre Amorth faz questão de contar alguns relatos e que fossem publicadas algumas cartas que o próprio recebeu de antigas vítimas de possessão. Muitas vezes o padre decidi contar estes relatos no seguimento de perguntas, para melhor esclarecimento para o leitor. 

 

Para quem tem alguma curiosidade em relação a este tema mais espiritual, este livro pode-se tornar bastante interessante. Penso que todas as perguntas que um simples curioso faria a um exorcista se encontram feitas aqui e bem respondidas; mas acredito também que este projecto poderia ser um pouco mais ambicioso, no sentido em que se as mesmas perguntas fossem feitas a exorcistas diferentes, ou de escolas diferentes, o resultado poderia ser um pouco mais interessante.

 

Um livro barato, muito bem organizado e bom para ler em qualquer altura devido à sua divisão; mas que peca por falta de provas, o que não convencerá os cépticos. O próprio padre conta vários relatos onde afirma ter registado fotograficamente, mas nada é publicado. Tudo bem que é para proteger a identidade da vítima, mas nada como uma lista preta dos olhos não resolva, como já resolveu várias vezes.

 

Prós:

  1. Interessante
  2. Forte
  3. Organizado
  4. Esclarecedor, até certo ponto

Contras:

  1. Pouco ambicioso
  2. Carece de provas

 

 

Sinopse )

 


15
Abr 12

 

A Saga do Sangue Fresco

- Volume X -

 

 

Se há coisa que acredito que seja difícil é alimentar uma série durante dez livros. E estamos a falar de um universo de dez, lançados num período médio de 9/10 meses de intervalo. Tudo bem que uma saga é alimentada por quem a lê, quem envia inúmeros de emails e cartas para a escritora e esta faz bem questão de lembrar isso, mas o que é certo é que esta é a prova que a imaginação não tem mesmo limites. Devo lembrar que a série começou em 2004, estamos em 2012 e cá em Portugal vai no volume X, mas no país de origem eles preparam para o lançamento do volume XII.

 

Estamos a falar de uma saga que começou apenas com vampiros que se mostraram ao mundo e que agora vivem normalmente, dentro do possível, entre nós. E à medida que a saga foi crescendo, ganhando formas e vida, chegasse à conclusão de que o facto de ser um simples ser humano é que é uma anormalidade.

 

Neste décimo volume, lançado originalmente em 2010 e sob o título Dead in the Family teve direito à sua versão portuguesa um ano depois e com o título Segredos de Sangue. É curioso como todos os títulos ingleses têm a palavra "Dead" em comum e a versão portuguesa tem a palavra "Sangue". Até está giro e não fica um disparate assim tão grande. É certo que deixa de imediato de ser um título de tradução fiel ou exacta, mas também já estamos habituados.

 

A fórmula é, e como será sempre, a mesma. A estória é narrada na primeira pessoa e onde esta primeira pessoa é a funcionária de bar e com poderes psíquicos, como ouvir os pensamentos dos humanos, Sookie Stackhouse. Descobriu à pouco tempo que era descendente de uma espécie poderosa de fadas, mais concretamente dos faes.

 

Não me vou alongar muito a falar-vos deste exemplar... Sinceramente, ler este livro cansou-me um pouco, ao contrário dos outros; mas não é por isso que deixa de ter a sua relevância nas personagens da série. Todas elas estão presentes e nisso Charlaine Harris domina. Esta sabe que tem de ter sempre a Sookie presente, senão não poderá escrever sobre o que não sabe, mas mesmo assim todas as personagens, desde a Pam até à Tara tiveram espaço na trama.

 

Uma coisa é certa... Como na última Guerra dos Fae se mostrou, os portais entre o mundo deles e o nosso ficaram fechados e selados; acontece é que nem todos os faes ficaram do lado de lá e os que cá ficaram não ficaram para ver o por do Sol. Sookie, mais uma vez, terá algumas dores de cabeça e justificações para dar... Que corpos são aqueles que estão enterrados no seu quintal?!?

 

Como sempre, um livro calmo e sereno, com os seus momentos chave, mas já assistimos a situações vividas por esta personagem mais emocionantes.

 

Prós:

  1. Sookie Stackhouse promete visitar alguns(as) amigos(as) que já não visitava a algum tempo
  2. Uma mistura politica entre raças, desta vez mais focada nos metamorfos
Contras:
  1. Havia material para uma aventura mais vertiginosa
  2. Sookie por vezes é irritante
  3. O "amor" entre a Sookie e o Eric parece-me mesmo muito forçado

 

 

Sinopse )

 


 

People call mercenaries like us "Dogs of War."

But you're different. You are a Wolf...

You will die the proud wolf you are. (Solid Snake)

 

Passei o jogo todo a fazer uma lista de frases que eu considero fortes, com significado e até pequenos momentos de inspiração. Esta foi a escolhida num dos momentos mais fortes do jogo. Um momento que será para sempre lembrado por quem passa por toda esta vida, num momento em que Snake teve que derrotar a Wolf, pessoa que ficará para sempre na memória, não só do Snake, como do Otacon, como do jogador.

 

E foi com este jogo que Hideo Kojima apresenta em 1998 na consola da Sony Playstation, o jogo que fará corações bater a um ritmo cardíaco mais elevado que o costume. Não porque é um Survival Horror, que não é, e provoca sustos momentâneos; mas sim porque irá mexer com as emoções do jogador. Emoções essas que farão pensar muito depois de acabarem o jogo, muito depois de o arrumarem, muito depois de crescerem e continuarem a lembrarem-se da experiência que passaram com este (e até me custa dar-lhe um nome tão banal) "Jogo".

Metal Gear Solid, lançado em 1998 em exclusivo para a primeira consola da Sony, e é a continuação directa do título anterior do criado Hideo Kojima, o Metal Gear 2: Solid Snake, lançado pela primeira vez no Japão em 1990 para aMSX2

 

Este é daquele tipo de jogos onde é quase impossível descrevê-lo apenas com palavras, mas vou tentar fazer o melhor que conseguir e souber.

Começando por falar um pouco da estória em volta desta obra, contamos com a personagem principal Solid Snake, um herói lendário, cuja missão é infiltração e eliminar uma potente arma inteligente e nuclear. Grossos modos, é isso.

Passa-se no ano de 2005, numa zona ficticia do Alasca chamada "Shadow Moses" (uma alusão à figura biblica Moisés), e este comandado pelo Colonel Campbell, pretende eliminar o grupo terrorista denominado porFOSXHOUND. Grupo este liderado por alguém muito próximo de Solid Snake...

 

Este é o terceiro jogo da série (os dois primeiros estão incluídos na versão Substance de Metal Gear Solid 3 e também no pacote que está disponível para Playstation 3 e XBox360 Metal Gear Solid: HD Collection mais tarde falarei melhor deles, ou independentemente ou na análise que farei ao Metal Gear Solid 3), mas o primeiro que é totalmente em 3D. Este salto foi importantíssimo para a série. Apesar da jogabilidade se encontrar muito próxima dos antecessores, no que diz respeito à vista aérea e câmara fixa, a maior parte das vezes, todo o motor 3D representa excelentes melhorias para a representação das personagens, caracterização e para as inúmeras cenas cinematográficas que serão de encher o olho, impossibilitando quase sempre carregar no botão X (ao carregar no X durante o vídeo, será passado à cena seguinte).

Os gráficos são bastante fluidos e funcionais. Foi feito um excelente trabalho no que diz respeito à colorização e animação dos cenários e personagens, o que resultou numa quantidade contável de pixeis, mas isso são pormenores que se reparam hoje passados quase 15 anos depois do jogo ter sido lançado. Na altura eram um mimo!

 

Publicado Por ChadGrey às 11:41

14
Abr 12

 

Uma experiência cinematográfica, 

Com o virar da página 

 

Uma das primeiras coisas que uma pessoa procura num livro é: viver uma experiência que não pode, por vários motivos, vivê-la ela própria... Ou porque sonha ir para o espaço combater extraterrestres; ou porque precisa de saber o que é viver como um thriller ou algo do género policial; entre muitas outras realidades.

O que Brian Selznick nos quis provar com esta obra, é que para além duma aventura, interessante e apaixonante, é possível ao leitor vivê-la e assistir.

 

O livro começa com as seguintes palavras escritas numa pequena introdução pelo Professor H. Alcofrisbas: "(...)Antes de virar a página, imagine-se sentado na escuridão, à espera do início de um filme. (...)"; pois é isso que este livro é... Um filme com 548 páginas.

 

Todo escrito e ilustrado pelo B. Selznick, foi concluído e lançado no mercado em 2007 sob o título original de The Invention Of Hugo Cabret. Um ano depois Portugal vê a sua versão traduzida sob a responsabilidade das Edições Gailivro. Uma edição luxuosa com cada dura e folhas duras para melhor conservação e estima. Não é de admirar que seja um livro que frequentemente seja desfolhado por vocês para o lerem novamente ou apenas integralmente. Foi adaptado ao cinema nos finais do ano passado o que, como normal, deu um impulso nas vendas, e eu ajudei, do livro, dando-lhe uma capa nova, como a podem ver na imagem... Em baixo no espaço da Sinopse poderão ver a primeira versão da capa do livro em Portugal e que estará também disponível na cópia que vocês adquirirem, bastando remover a capa mais recente.

 

Este livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (3.º Ciclo), conta-nos a estória de um rapazinho chamado Hugo. O Hugo Cabret é um jovem, órfão, que vive entre as paredes do gare de Paris. É este quem faz com que os relógios estejam sempre sincronizados e a informarem a hora correcta. Este tem um precioso diário que diz como funcionar um autónomo, boneco automático que promete desvendar uma mensagem que por si é um incrível mistério. Para conseguir fazer com que o autónomo funcione, objectivo que o seu pai não conseguiu concluir antes de morrer, tem que arranjar as peças certas para o fazer... Como é apenas uma criança, tem de furtar essas mesmas peças e não há melhor sítio que a Loja de Brinquedos para o fazer. Até ao dia em que é apanhado pelo dono da loja e este lhe tira tudo o que este tentava furtar, incluindo o diário precioso para ele, mas também por algum motivo, assustou o dono da loja que o promete destruir.

Hugo conta com a filha do dono da loja, Isabelle para recuperar o diário, o que promete não ser tarefa fácil.

Neste livro que conta com uma aventura dividida em dois episódios, contei-vos a introdução do primeiro. O outro episódio terão que o ler para descobrir que se segue na aventura do Hugo.

 

Um livro completamente dedicado ao cinema, e que justificou e bem a sua adaptação ao cinema e que lhe valeu ganhar cinco Óscares (na minha opinião ainda merecia mais, pelo menos mais o Óscar de Melhor Adaptação); é um livro dedicado a quem gosta de ler e viver a experiência, como também dedicado aos primórdios do cinema, contando com um argumento excelente, e ilustrações que farão ficar para a mesma página durante minutos seguidos.

 

 

Sinopse )
Publicado Por ChadGrey às 11:56

25
Mar 12

 

Nada é Aquilo Que Parece Ser

 

Aumento assim com este livro a minha colecção de livros traduzidos deste calmo escritor Stephen King. As três pessoas que de vez em quando lêm o meu blog sabem que eu tenho um carinho especial pela escrita deste artista, e não podia faltar um exemplar destes, recheados de contos.

 

Night Shift foi lançado pela primeira vez em meados de 1976, uma colectânea de 20 curtos contos, onde o facto de cada conto ser curto só rema a favor; e que foi re-lançado numa edição a cargo da Bertrand Editora em 2009. (Ainda esperamos por uma edição do Shining!!)

 

Podemos encontrar neste exemplar dos mais variados contos, onde alguns se interligam de certo modo entre si, ou com outras obras, como A Hora do Vampiro do mesmo escritor (livro já lido, quando possivel farei o comentário). Como referi, este livro é uma colectânea de 20 contos, cada um tendo uma média de vinte páginas. Normalmente explicaria um pouco de cada um deles, mas quando são no máximo quatro. São 20, por isso digo-vos apenas quais são: Jerusalem's LotTurno da NoiteSurf NocturnoEu Sou A Porta da EntradaA MutiladoraO PapãoMatéria CinzentaCampo de BatalhaCamiõesÀs Vezes Eles VoltamPrimavera de MorangosO FrisoO Homem da Cortadora de RelvaQuitters, Inc.; Eu Sei Do Que Você Precisa; Filhos do Milho; O Último Degrau da Escada; O Homem Que Amava As Flores; Um Para O Caminho e A Mulher No Quarto. Todos estes contos representam estórias e personagens diferentes. Uns são mais reais, outros mais contemporâneos, outros mais fantasiosos e ficção cientifica também.

 

É um daqueles livros ideias para quem se cansa em ler durante muitas páginas seguidas o mesmo livro. Para quem não gosta também de ler o mesmo escritor durante muito tempo também não vê uma desculpa para ler este livro, pois se não tivesse a assinatura, dificilmente diríamos que foi a mesma pessoa que escreveu estas 20 fábulas. Ideal mesmo para se ler um conto por dia e antes de adormecer.

 

Prós:

  1. Ideal para se ler um capitulo/conto por dia
  2. Todos os contos têm temáticas diferentes
  3. Introdução escrita por John D. MacDonald e Prólogo muito interessantes

Contras:

  1. Alguns contos podem também ser desinteressantes
  2. Outros podem parecer inacabados
Sinopse )

 

Publicado Por ChadGrey às 17:07

18
Mar 12

 

A sequela de uma boa surpresa...

 

 

 

Uncharted: Drake's Fortune foi para muitos um excelente jogo de estreia de uma nova geração... Nova consola, nova propriedade intelectual... E a Naughty Dog reuniu todos os ingrediente que agradariam à grande fatia de jogadores desta nova geração. Tudo ficou encaminhado para uma sequela. Sequela é, muitas vezes, sinónimo de "recaída", igualdade e pouca inovação. Mais uma vez, Naughty Dog sabe como agradar o público.

Foi em Outubro de 2009 que os jogadores europeus puderam por as mãos neste jogo rico em adrenalina e acção.

 

Nathan Drake parte em mais uma aventura na descoberta do caminho do seu antepassado Francis Drake e o maior explorador de todos os tempos: Marco Polo. Nesta aventura podemos contar com o nosso velho amigo Sully, a reporter Elena e a bela morena Chloe

O jogo começa alguns capítulos à frente, onde encontramos o nosso herói bastante ferido e num comboio descarrilado no meio de um lugar cheio de neve. Com dificuldade teremos de sobreviver.

Retomando ao inicio de como tudo começou, encontramo-nos a invadir um museu de Istambul  juntamente com Harry Flinn, nosso suposto amigo, para roubarmos um artefacto... Uma lâmpada de óleo que nos irá indicar o caminho para seguirmos o rasto da secreta missão de Marco Polo.

 

Tudo aquilo que gostaram de fazer com o Nathan Drake no primeiro título podem voltar a fazê-lo neste título e melhor. Todas as acções, quer nas plataformas, quer na acção Shooter estão mais fluidas e claras neste jogo. É caso para dizer que o grafismo do jogo melhor exponencialmente em relação ao antecessor. As armas estão mais reais, as plataformas mais eficazes e disfarçadas nos cenários tornando-as muito mais variadas e naturais.

Pena é que os puzzles sejam obvios demais e que tragam pouco ou mesmo nenhum desafio.

 

 

 

Publicado Por ChadGrey às 20:22
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LIVRO 3

 

Não é nada fácil ser-se diferente de todas as pessoas que nos rodeiam. Diferente é quase sinónimo de exclusão.

Percy Jackson descobriu à dois anos que era um semideus... Filho de Posidon (Deus do Mar e Oceanos) e de uma bela mulher, a Sally Jackson. Com esta descoberta, vieram muitas responsabilidades que até então lhe passavam ao lado com a sua infantilidade e imprudência dos seus actos.

 

Foi o escritor Rick Riordan que deu vida a esta personagem. Na minha opinião é facilmente comparável à de Harry Potter, mas em vez de nos deslocarmos para um mundo de feiticeiros e feitiços, somos invadidos pelos deuses originários da mitologia grega. Tenho para mim um pouco mais interesse por esta série, que propriamente por feiticeiros, por muito mérito que dê ao "bruxo" Harry Potter.

 

Nesta terceira aventura neste livro intitulado de: Percy Jackson & The Titan's Curse, no título original, é, conforme o nome indica, relativamente ao episódio mitológico correspondente à maldição do Titã Cronos (o titã pai do deus mais poderoso de todos: Zeus).

 

Contamos com as personagens do costume: o Grover, Annabeth, e a que foi libertada no livro anterior: a Thalia. Neste episódio é-nos também apresentados os novos semideuses: Bianca  e Nico, irmãos, mas que não se sabe ainda de quem são filhos.

 

Não posso dizer que foi o melhor livro da série até este. O enredo centrou-se muito nas caçadoras e na deusa Artemis apagando um pouco a presença de outros deuses que "mais interessam" ao público em geral, pois nos episódios anteriores os deuses apareciam em doses mais equilibradas. Não é muito mau, mas em última análise verificamos que realmente preferíamos saber o que outros deuses achariam da nova e estranha aventura do Percy e companhia.

 

E assim recomendo este terceiro livro a quem já leu os anteriores episódios. Quem ainda não os leu, podem ler a minha critica do primeiro clicando PERCY JACKSON & OS LADRÕES DO OLIMPO e a critica do segundo livro neste espaço: PERCY JACKSON & O MAR DOS MONSTROS. A quem ainda não leu os primeiros mas queira de certo modo arriscar, não recomendo pois apanha a estório muito incompleta e vazia. Com isto deixo os meus:

 

Prós:

  1. Percy Jackson como o conhecemos
  2. Cronos ganha mais força, graças ao semideus Luke
  3. Excelente aventura em variadas localizações
Contras:
  1. Pouco revelo de muitos deuses "principais"
  2. Alguns desentendimentos meio forçados entre supostos amigos.

 

 

Sinopse: )

 

Publicado Por ChadGrey às 19:24

03
Mar 12

 

A Saga do Sangue Fresco

- Volume IX -

 

Este espaço, como já bem perceberam, vai ser dedicado ao novo volume da saga do Sangue Fresco, em português porque na sua língua de origem estamos a falar de True Blood ou A Sookie Stackhouse Novel. Já com dez livros no mercado português e mais um de contos dedicados à saga da criadora Charlaine Harris, o meu atraso justifica-se pois quis dar um tempo à novela, e ainda bem que o fiz.

 

Até ao oitavo livro li-os quase seguidos, dando a sensação de cansaço e desgaste em relação a Bon Temps. Daí a minha pausa. ou tendo todos no meu espaço dedicado aos livros cá de casa, mas ainda virgens. Finalmente li o Dead And Gone (título original), foi escrito pela mesma pessoa que deu vida à menina Sookie em 2009. Saiu em Portugal no decorrer do ano passado (2011).

 

E, desta vez, o que nos faz dar um passeio a Bon Temps (local onde se passar a maior parte da saga)?

Nada mais e nada menos que mais uma revelação! E desta vez são os lobisomens (como o Alcide) e os metamorfos (como o Sam, patrão da Sookie) que se mostram ao mundo em locais estratégicos para dar a conhecer a maior parte das pessoas, todos à mesma hora. E foi com sucesso que o mesmo se sucedeu. Inesperadamente para muitos humanos sem qualquer anomalia paranormal, depois do choque de descobrirem que os vampiros sempre existem, apresentam-se os lobisomens e metamorfos.

 

Até então, a mesmas reacções do costume... Uns gostaram de saber das "novas" espécies; outros detestaram e chegaram a considerá-las aberrações da Natureza. Vários debates e várias opiniões distintas surgem em conversas e pensamentos (que a Sookie consegue ouvir). Vários debates se seguiram, mas o pior foi ao encontrar uma metamorfo bastante conhecida por Bon Temps meio transformada, meio humana, morta e crucificada. Estamos a falar da ainda mulher de Jason Stackhouse, irmão da Sookie e também metamorfo mas impuro (ou seja, não nasceu metamorfo, mas foi transformado num).

 

Este livro é o melhor livro da saga, desde alguns atrás. Aconteceram inúmeras situações que irão por a personagem principal à prova, como a sua relação com o Bill, primeiro vampiro e grande amor da sua vida, e Eric, segundo vampiro e também grande amor da sua vida, dará um salto substancial e digno de nota. 

 

Posto isto, nada tenho mais a mencionar para além do que já se conhece. Charlaine Harris não prescinde, e bem, de uma escrita fácil, suave e sedutora, pondo-nos sempre atrás dos olhos da Sookie Stackhouse, personagem bastante versátil onde se torna muito fácil o leitor se adaptar e identificar com a mesma.

Este livro deixou a promessa de que o próximo (Segredos de Sangue, que já tenho e comentarei assim que o ler) poderá ser também bastante interessante e promissor.

 

Prós:

  1. Nova estória/Nova Revelação
  2. Regresso e evolução de muitas personagens que nos deixam saudades
  3. Fluidez no conto e interacção com o leitor

Contras:

  1. Livro curto (230 páginas)
  2. Jason já não parece ser o mesmo Jason extrovertido e assanhado de alguns livros atrás  
Sinopse: )

 


27
Fev 12

 

Faltam 61 dias...

 

Uff.... Novembro... O mês que trouxe o décimo primeiro livro da saga Conspiração 365. Colecção de doze livros, cada livro correspondente a um mês.

Cansado, muito sinceramente, é esse o sentimento que tenho depois de ler esta série e chegar ao ponto onde cheguei, ou seja, ao penúltimo livro.

Tem sido, até então, uma aventura rápida, cheia de adrenalina, mas chega-se a um ponto que parece que se está a tornar um pouco repetitivo...

 

Bom, é por isso que não vou falar mais sobre este livro. Fiquem desta vez com a sinopse a mostra neste post. Assim que possivel falarei sobre o último livro da saga (talvez um pouco mais detalhada... Talvez...) e depois um artigo dedicado a esta aventura.

 

Não quero que fiquem a pensar mal apenas porque não estou a escrever coisas simpáticas sobre o livro; pode ser também por ler mais ou menos seguidos, mas agora vou fazer uma pausa antes de ler o que corresponde ao mês de Dezembro.

 

Sinopse:

 

A data-limite de 31 de Dezembro aproxima-se a passos largos, e os inimigos de Cal acercam-se de todos os lados. Até o famoso Corta-Dedos Durham emerge do submundo para se juntar à caçada.

Com tantas questões prestes a serem resolvidas – conhecer Eric Blair, descobrir a verdade sobre o rapto dos gémeos –, é crucial que Cal se esquive do perigo e se mantenha vivo. Mas será que vai estar tão preocupado em proteger-se que não vai conseguir salvar um amigo?


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